Governança de IA
Ter princípios éticos é importante, mas não basta — é preciso garantir que eles sejam aplicados na prática. É aí que entra a governança de IA.
Governança de IA é o conjunto de políticas, processos e controles projetados para garantir o desenvolvimento e a implantação ética, transparente e responsável de sistemas de inteligência artificial.
A governança de IA envolve:
- Definir padrões para uso de dados, justiça algorítmica e processos de tomada de decisão
- Mitigar riscos como viés, violações de privacidade e falta de explicabilidade
- Equilibrar inovação com a proteção de direitos individuais e valores sociais
- Promover confiança e conformidade com padrões legais e éticos
Na prática, governança significa criar estruturas como comitês de direção de IA (AI steering committees), políticas organizacionais e padrões a serem seguidos por todos os envolvidos.
Exemplos para fixar
Exemplo 1: Uma empresa de saúde cria um comitê de governança de IA que revisa todo sistema de IA antes da implantação. O comitê verifica se o sistema é justo, transparente e se os dados foram coletados de forma ética. Sem esse comitê, cada equipe faria suas próprias escolhas, sem supervisão.
Exemplo 2: Um banco implementa uma política de governança de IA que exige que todo modelo de decisão de crédito seja auditado trimestralmente para viés. A política também define quem é responsável caso um erro seja identificado — linhas claras de responsabilidade.
Exemplo 3: Uma startup de IA não tem nenhuma governança formal. Seus modelos são implantados sem revisão ética, sem documentação e sem auditoria. Quando um modelo discrimina um grupo de usuários, ninguém sabe quem decidiu usá-lo nem como corrigi-lo. A ausência de governança gerou o problema.