Padrões éticos locais
Além dos princípios gerais (como os de Floridi & Cowls ou os do Reino Unido), organizações e entidades profissionais também estabelecem seus próprios padrões éticos para a IA.
Comitês de ética organizacionais
Organizações que desenvolvem ou adquirem sistemas de IA devem ter comitês de ética responsáveis por:
- Revisar o produto de IA após o desenvolvimento ou aquisição
- Identificar riscos éticos e propor mudanças para mitigá-los
- Reavaliar o produto após as mudanças serem implementadas
Esses comitês funcionam como uma camada adicional de proteção, garantindo que os princípios éticos sejam aplicados na prática, não apenas na teoria.
Entidades profissionais
Diversas entidades profissionais mantêm códigos de ética e padrões que se aplicam ao uso de IA em suas áreas:
| Entidade | Área |
|---|---|
| BMA (British Medical Association) | Medicina — ética no uso de IA para diagnósticos e tratamentos |
| IMechE (Institution of Mechanical Engineers) | Engenharia — segurança em sistemas autônomos e robótica |
| BCS (British Computer Society) | Computação — padrões profissionais para desenvolvimento de IA |
Exemplos para fixar
Exemplo 1: Um hospital adquire um sistema de IA para triagem de pacientes. O comitê de ética do hospital revisa o sistema, identifica que ele não considera adequadamente pacientes com deficiências, propõe ajustes nos critérios e reavalia o sistema após as correções.
Exemplo 2: Uma engenheira mecânica desenvolve um robô industrial com IA. Ela consulta os padrões da IMechE para garantir que o robô atenda a requisitos de segurança e que existam mecanismos de desligamento de emergência — algo que um código de ética profissional exige, mesmo que a lei não detalhe.